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Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Cerimônias de colação de grau em universidades dos Estados Unidos, como a da Flórida Central, Arizona e a Estadual do Meio do Tennessee, foram marcadas por vaias direcionadas a palestrantes que exaltaram a Inteligência Artificial (IA). Os protestos ocorreram durante discursos de executivos e ex-CEO do Google, cujas falas sobre a tecnologia viralizaram nas redes sociais.
Especialistas apontam que a reação dos estudantes reflete o temor da substituição de humanos por máquinas, especialmente para profissionais em início de carreira. A frustração é intensificada por dívidas estudantis, criando uma desconexão entre o otimismo corporativo dos palestrantes e a insegurança financeira dos recém-formados.
A rejeição também estaria ligada ao perfil dos oradores, todos representantes de grandes empresas de tecnologia. Segundo analistas, os alunos questionam os interesses econômicos e a eventual falta de limites éticos por trás do avanço da IA, percebendo os discursos de "avanço da sociedade" como superficiais.
Além disso, houve uma mudança na percepção pública: a expectativa de que a IA resolveria problemas globais foi substituída pela visão de uma ferramenta de substituição do trabalho humano. Soma-se a isso a preocupação com o impacto ambiental, devido ao alto consumo de energia e água dos data centers que processam esses sistemas.
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