Caio Alves da Gama
Colunista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu nesta segunda-feira (6) como uma das operações de resgate mais complexas da história americana o salvamento de um piloto norte-americano que havia desaparecido em território iraniano. O piloto foi alvo de um ataque do Irã na quinta-feira, forçando-o a ejetar de seu avião militar.
Segundo detalhes fornecidos por Trump, a operação ocorreu ao longo do fim de semana. A maioria dos aviões envolvidos teve a função estratégica de despistar as forças iranianas, que também buscavam pelo piloto desaparecido. O resgate foi confirmado no domingo (5). Washington informou que o soldado foi recuperado em estado grave.
Trump corroborou relatos da imprensa americana, afirmando que o piloto buscou refúgio em uma caverna montanhosa após sua ejeção. Apesar de ferido pela aterrissagem, o piloto seguiu protocolos militares, escalando a montanha para se afastar do local da queda. O presidente destacou a bravura do militar: "Ele escalou paredões rochosos, sangrando profusamente, tratou seus próprios ferimentos e contatou as forças americanas para transmitir sua localização". A comunicação foi realizada através de um dispositivo de pager.
Em pronunciamento, Trump também abordou a escalada de tensões com o Irã. Questionado sobre a possibilidade de atacar estruturas civis, o presidente fez declarações duras contra os iranianos, referindo-se a eles como "animais". Trump reafirmou sua ameaça de atacar infraestrutura civil caso o Irã não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até esta terça-feira (7).
O governo iraniano expressou preocupação com a possibilidade de tais ataques constituírem um crime de guerra, conforme as normas do direito internacional que proíbem o ataque a alvos civis em conflitos. Trump também manifestou o desejo de "tomar o petróleo do Irã", em declarações ambíguas sobre as negociações com o país.
O presidente americano confirmou a rejeição de uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, justificando que, embora fosse um ato significativo, "ainda não era bom o suficiente". O Irã, por sua vez, também rejeitou a proposta, buscando um acordo para o fim definitivo da guerra.
Trump reiterou o prazo final para a reabertura do Estreito de Ormuz nesta terça-feira (7) e expressou que, embora os EUA pudessem se retirar da região, o objetivo é "terminar o trabalho". No domingo, o presidente já havia utilizado linguagem agressiva ao se referir ao Irã, chamando o governo do país de "bastardos malucos".
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...