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Sol Sertão Online
Colunista
A Polícia Federal (PF) informou que ainda não foi formalmente notificada sobre a liberação do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, ocorrida nesta quarta-feira (16), em território americano. As autoridades brasileiras aguardam agora esclarecimentos sobre os motivos que levaram à soltura do ex-parlamentar.
Ramagem havia sido detido na última segunda-feira (13), em Orlando, na Flórida, por irregularidades migratórias. Após passar por um centro de detenção no Condado de Orange, ele foi liberado na tarde de quarta-feira, conforme confirmado por autoridades locais.
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é considerado foragido no Brasil, tendo sido condenado a 16 anos de prisão por sua participação em uma trama golpista. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), Ramagem teria instrumentalizado a estrutura da Abin para facilitar tentativas de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
As investigações apontam que o ex-deputado deixou o Brasil em setembro do ano passado, atravessando a fronteira de Roraima para a Guiana de forma clandestina, com o apoio de uma organização criminosa ligada ao garimpo ilegal. De Georgetown, capital guianense, ele teria embarcado para os Estados Unidos.
O governo brasileiro trabalhava na elaboração de um relatório detalhado para ser entregue ao Enforcement and Removal Operations (ERO), divisão da polícia americana responsável por violações imigratórias. O objetivo era acelerar a deportação de Ramagem e impedir a concessão de asilo político, solicitado pelo ex-parlamentar.
Uma reunião entre a PF e o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) estava prevista para esta quinta-feira (16), mas a Polícia Federal ainda verifica se a agenda será mantida após a liberação do detido.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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