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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou, nesta sexta-feira (7), um pedido ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para que seja indeferido o registro de candidatura do deputado estadual Binho Galinha (Avante). A medida fundamenta-se em investigações que apontam o parlamentar como líder de uma organização criminosa.
A Procuradoria destaca uma condenação na Justiça Estadual a mais de 36 anos de prisão por crimes do Estatuto do Desarmamento, incluindo a posse de armas de uso restrito e munições apreendidas em imóveis vinculados ao deputado.
O documento detalha que a organização criminosa atuaria em frentes como agiotagem, lavagem de dinheiro e exploração do jogo do bicho. O MPE cita ainda uma movimentação financeira superior a R$ 15 milhões, considerada incompatível com os rendimentos declarados pelo parlamentar.
A solicitação baseia-se em um precedente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que permite barrar candidatos vinculados a organizações criminosas para evitar que tais estruturas interfiram no processo eleitoral, conforme previsto na Constituição Federal.
O pedido ainda não resultou no indeferimento da candidatura. O deputado deverá ser citado para apresentar sua defesa, e o TRE-BA analisará a impugnação antes de proferir a decisão final sobre o registro.
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