
Sol Sertão Online
Colunista
Marílio dos Santos, conhecido como "Maquinista" e apontado como o mandante da morte da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete, morreu após trocar tiros com policiais na madrugada da última quinta-feira (16), na zona rural de Catu, região a cerca de 100 km de Salvador.
Considerado um dos foragidos mais perigosos da Bahia, Marílio era o "Ás de Ouros" do "Baralho do Crime", catálogo utilizado pelas autoridades para localizar criminosos de alta periculosidade. O homem havia sido condenado na última terça-feira (14), após júri popular, a uma pena de 29 anos e 9 meses de prisão.
A morte ocorreu durante a operação para cumprimento do mandado de prisão. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), o condenado reagiu à abordagem policial. No local, foram apreendidas uma arma e munições, que passarão por perícia.
Além do mandante, o júri sentenciou Arielson da Conceição dos Santos, apontado como um dos executores do crime, a uma pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de reclusão. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou ambos por homicídio qualificado, destacando o motivo torpe, o meio cruel, a impossibilidade de defesa da vítima e a utilização de arma de uso restrito. Arielson também foi condenado pelo crime de roubo.
O assassinato ocorreu em agosto de 2023, no quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Mãe Bernadete foi morta com 25 disparos dentro de sua própria casa, enquanto estava com seus três netos. A investigação concluiu que o crime foi ordenado por uma liderança do tráfico de drogas da região.
Outros quatro suspeitos — Josevan Dionísio, Sérgio Ferreira de Jesus, Ydney Carlos dos Santos de Jesus e Carlos Conceição Santiago — também foram identificados como envolvidos no plano, na execução ou na receptação de pertences da vítima, e aguardam a definição de datas para seus respectivos julgamentos.
A família da líder quilombola ingressou com uma ação indenizatória contra a União e o Governo da Bahia, alegando falhas graves na proteção de Mãe Bernadete, que estava sob a guarda da Polícia Militar e da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) há dois anos antes do crime.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) confirmou que a questão foi solucionada por meio de um acordo administrativo e que os pagamentos da indenização aos familiares já foram concluídos, embora os valores tenham sido mantidos sob sigilo.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...