
Sol Sertão Online
Colunista
Onze governadores e dez prefeitos de capitais já deram o primeiro passo para a disputa eleitoral de 2026: a renúncia aos seus cargos. A medida, conhecida como desincompatibilização, é um requisito legal para que esses políticos possam se apresentar como pré-candidatos, evitando assim o uso da máquina pública em benefício próprio.
Com a saída dos cargos, esses políticos estão aptos a iniciar o processo de transição para a disputa eleitoral. As convenções partidárias, que ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, serão o palco onde os partidos definirão oficialmente seus candidatos. No cenário político brasileiro, a filiação a um partido e a aprovação em convenção são indispensáveis para que um nome seja considerado candidato.
Após a definição nas convenções, os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral. É importante ressaltar que, até essa data limite, os pré-candidatos estão impedidos de realizar campanha eleitoral, com a propaganda liberada somente a partir de 16 de agosto.
Uma dúvida comum paira sobre esses políticos: caso não vençam a eleição, é possível retornar aos cargos de origem? A resposta é clara: não. A renúncia aos cargos de governador e prefeito de capital para concorrer em 2026 é definitiva. Uma vez que o político deixa o posto para disputar uma nova eleição, ele não pode reassumi-lo, mesmo que seja derrotado nas urnas. Da mesma forma, se a candidatura não for confirmada pela Justiça Eleitoral, o político também não poderá retornar ao cargo que renunciou. Um caso emblemático que ilustra essa situação ocorreu em 2022, com João Doria, que renunciou ao governo de São Paulo para concorrer à Presidência, mas teve sua candidatura inviabilizada por questões partidárias, sem poder retornar ao posto anterior.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...