
Sol Sertão Online
Colunista
O encerramento da janela partidária em abril de 2026 consolidou uma série de migrações partidárias estratégicas, redefinindo o mapa político para as eleições de outubro. As movimentações envolveram nomes de peso da política nacional, com pré-candidaturas à Presidência, governos estaduais e ao Congresso Nacional.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD, mirando a candidatura à Presidência. Por outro lado, a ministra Simone Tebet encerrou uma longa jornada de 30 anos no MDB para se juntar ao PSB, com o objetivo de disputar uma vaga no Senado por São Paulo. O senador Sérgio Moro, também egresso do União Brasil, migrou para o PL, reaproximando-se do bolsonarismo e se preparando para concorrer ao governo do Paraná.
Outro senador que realizou uma importante troca foi Rodrigo Pacheco, que deixou o PSD para se filiar ao PSB com a ambição de disputar o governo de Minas Gerais. A manobra visa fortalecer seu alinhamento com o presidente Lula (PT), em um estado considerado estratégico para a corrida presidencial.
As trocas partidárias também tiveram forte repercussão na composição da Câmara dos Deputados. Pelo menos 37 parlamentares mudaram de legenda, com o PL emergindo como um dos principais beneficiados, ganhando cerca de 12 novos membros, enquanto o União Brasil registrou a saída de 11 deputados. Movimentações significativas também foram observadas com nomes como Luizianne Lins, Túlio Gadêlha, Duda Salabert, Kim Kataguiri e André Janones.
Em outros cenários regionais, o ex-presidenciável Ciro Gomes retornou ao PSDB para disputar o governo do Ceará, após divergências com o PDT. No Tocantins, a ex-senadora Kátia Abreu filiou-se ao PT, em um movimento que ela descreveu como um ato em defesa da democracia e de apoio à reeleição de Lula. Já a senadora maranhense Eliziane Gama ingressou no PT, a convite do presidente, visando sua reeleição ao Senado. O senador paraibano Efraim Filho trocou o União Brasil pelo PL para lançar sua pré-candidatura ao governo da Paraíba.
O prefeito de Maceió, JHC, trocou o PL pelo PSDB e assumiu a presidência estadual da nova sigla, renunciando ao mandato para concorrer às eleições de 2026, embora sem confirmar o cargo desejado. A janela partidária, que se encerrou no início de abril, representou um período crucial para que pré-candidatos se filiassem a partidos e estabelecessem domicílio eleitoral nos estados em que pretendem concorrer, redesenhando significativamente o cenário político a seis meses do início da campanha eleitoral.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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