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Sol Sertão Online
Colunista
Tensão Máxima no Oriente Médio: O Irã anunciou nesta terça-feira (7) o corte de comunicações diretas com os Estados Unidos, um movimento drástico em resposta às declarações do presidente americano Donald Trump, que ameaçou destruir a "civilização" iraniana. A informação foi veiculada pelo jornal The Wall Street Journal.
Apesar do rompimento nas linhas de comunicação, as negociações para um cessar-fogo persistem através de mediadores, segundo fontes do Oriente Médio. No entanto, a decisão iraniana adicionou um obstáculo às tentativas de selar um acordo antes do prazo final estabelecido por Trump: às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira. O ultimato americano exige a reabertura total do Estreito de Ormuz por parte do Irã.
Em declarações à agência Reuters, uma autoridade iraniana de alto escalão reiterou a postura desafiadora do país. Segundo a fonte, o Irã não cederá à reabertura do Estreito de Ormuz em troca de "promessas vazias". Além disso, o país ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, caso a situação se agrave. A autoridade iraniana ainda alertou que o "todo o Oriente Médio" pode ficar "no escuro" se os EUA optarem por atacar as usinas de energia do Irã.
O prazo de Donald Trump se encerra hoje, às 21h (horário de Brasília), para que o Irã alcance um acordo com os Estados Unidos. O presidente americano já havia afirmado que os iranianos "viveriam no inferno" caso as negociações fracassassem.
A atual crise, que se estende por seis semanas, já supera o prazo máximo inicial de duração previsto pelo próprio Trump. Apesar dos avanços militares dos EUA, o Irã tem demonstrado capacidade de resistência, impactando a economia global. O fechamento parcial do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, elevou os preços do combustível internacionalmente. O Irã também intensificou ataques contra Israel, com alvos em cidades como Tel Aviv e Haifa, e direcionou golpes contra bases americanas no Oriente Médio e empresas de energia ligadas aos EUA na região.
A escalada da tensão com o Irã tem reflexos na popularidade de Trump, a poucos meses das eleições de meio de mandato nos EUA. Sob pressão política e econômica, o presidente tem endurecido o discurso. No último domingo (5), Trump utilizou as redes sociais para estabelecer o prazo final para o acordo, ameaçando atacar infraestruturas iranianas, como pontes e usinas de energia, em caso de descumprimento. Essa não foi a primeira vez que Trump emitiu um ultimato; na segunda-feira (6), ele declarou que os EUA poderiam tomar "o Irã inteiro em apenas uma noite", exigindo um acordo "aceitável".
Referência: Informações adaptadas de G1.
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