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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Um novo estudo publicado no periódico JAMA Pediatrics revela que a introdução de alimentos alergênicos, como ovos, aos seis meses de idade tem reduzido significativamente a prevalência de alergias em crianças. Na Austrália, após a atualização das diretrizes alimentares em 2016, a taxa de alergia a ovo caiu mais de 17%, passando de 9,2% para 7,6%.
A pesquisa, que analisou dados de mais de 7 mil bebês em Melbourne, demonstrou que a proporção de crianças expostas a ovos até os seis meses mais que dobrou entre os períodos estudados. O impacto foi ainda mais expressivo em bebês com eczema, um fator de risco conhecido, nos quais a prevalência de alergia a ovo caiu de 34,6% para 21,9%.
Esses resultados contrastam com orientações do início dos anos 2000, que recomendavam evitar ovos até os dois anos para crianças de alto risco. Evidências recentes, que também mostram reduções em casos de alergia a amendoim, indicam que a exposição precoce é mais eficaz na prevenção do que o adiamento da introdução alimentar.
Especialistas ressaltam, porém, que a introdução deve respeitar o desenvolvimento da criança, observando a capacidade de controle do pescoço e deglutição. Alimentos devem ser preparados com segurança para evitar engasgos — como ovos bem cozidos e amendoim em purê — e a orientação de um pediatra é indispensável para determinar o momento e a forma correta de iniciar a alimentação sólida.
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