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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Governo israelense intensifica críticas à ONU antes de discurso de...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Às vésperas do discurso do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU, o governo israelense classificou os críticos do país como 'papagaios' e acusou o órgão multilateral de adotar um 'viés sistemático'. Como ação preventiva e de resposta a líderes que já criticaram Israel, foi divulgado um vídeo gerado por inteligência artificial que mostra aves no plenário repetindo a frase 'culpe Israel'.
Além da peça publicitária, a gestão de Netanyahu lançou um site oficial para expor o que considera 'mentiras' e manipulação de informações por parte de agências da ONU durante o conflito em Gaza, travado entre 2023 e 2025. Na plataforma, o governo nega acusações de genocídio e de fome generalizada no território palestino, além de relembrar o escândalo envolvendo o suposto envolvimento de funcionários da UNRWA com o Hamas.
As acusações formais de genocídio e fome em Gaza foram levantadas anteriormente por uma comissão de juristas contratada pela ONU e pelo IPC, principal autoridade global em segurança alimentar, respectivamente. Entre os líderes internacionais que criticaram Israel na tribuna da Assembleia Geral estão o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente francês Emmanuel Macron, o secretário-geral António Guterres e o rei Abdullah II da Jordânia.
Netanyahu viaja aos Estados Unidos nas próximas horas e afirmou que dirá 'a verdade' em seu pronunciamento marcado para quinta-feira (24). Na ocasião, o premiê também pretende citar o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a quem acusa de incitar ódio contra judeus. Mamdani, por sua vez, voltou a chamar o líder israelense de criminoso de guerra, em meio a tentativas frustradas de viabilizar sua prisão com base em mandado do Tribunal Penal Internacional.