
Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
O economista José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador do programa de reeleição de Lula, criticou a política de "arrocho fiscal", defendendo que o equilíbrio das contas públicas não deve ser visto como um fim em si mesmo. O economista rejeita a recomendação de superávits primários acima de 2% do PIB, argumentando que a contenção exclusiva de despesas penaliza as populações mais vulneráveis.
Em documento distribuído, Gabrielli atribui a expansão da dívida pública principalmente ao custo financeiro das taxas de juros elevadas mantidas pelo Banco Central. Segundo a análise, desde 2023, quase 90% do aumento da dívida líquida seria explicado pelo pagamento de juros, enquanto os déficits primários responderiam por pouco mais de 10%.
Para equilibrar as contas, o economista propõe a progressividade tributária, com a taxação de super-ricos e a desoneração do consumo e da produção. Ele defende a manutenção dos pisos constitucionais de saúde e educação, sugerindo que a eficiência do gasto seja alcançada por meio da revisão e eventual extinção de subsídios e benefícios fiscais sem retorno social ou econômico.
Gabrielli classificou as emendas parlamentares de 2026, que somam R$ 61 bilhões, como um "sequestro do orçamento". Segundo ele, a pulverização desses recursos, que representam mais de um quinto das despesas discricionárias da União, compromete a execução de políticas públicas de longo prazo e investimentos em áreas estratégicas como ciência e infraestrutura.
Contudo, dados do Banco Central apontam que a dívida bruta do governo geral subiu de 71,38% do PIB, em janeiro de 2023, para 81,9% em junho de 2026. O aumento de mais de 10 pontos percentuais no período foi influenciado tanto pelos juros nominais quanto por emissões líquidas de dívida.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...