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Sol Sertão Online
Colunista
O ex-deputado federal Uldurico Júnior (PSDB) foi preso nesta quinta-feira (16) em um hotel na Praia do Forte, distrito de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador. Ele é suspeito de negociar a quantia de R$ 2 milhões para facilitar a fuga de 16 detentos em presídios da Bahia.
Segundo investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o político teria estabelecido alianças com lideranças de facções criminosas durante sua campanha para a prefeitura de Teixeira de Freitas em 2024. O objetivo da cooperação seria a captação de votos entre detentos, seus familiares e moradores de comunidades controladas pelo crime organizado.
As apurações indicam que a operação teria contado com a ajuda de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. Uldurico teria sido o padrinho político de Joneuma, indicando-a para o cargo de gestão prisional. A ex-diretora teria organizado encontros entre o ex-deputado e Ednaldo Pereira de Souza, o "Dadá", apontado como chefe de grupo criminoso e um dos fugitivos.
O caso ganhou contornos pessoais quando Joneuma afirmou que Uldurico Júnior é o pai de sua filha, nascida em 2025 enquanto a ex-gestora estava presa. Ela busca agora o reconhecimento oficial da paternidade, alegando possuir um exame de DNA que comprova o vínculo.
Uldurico Júnior vem de uma linhagem política, com pai, avô materno e dois tios que também foram deputados federais. Em 2014, aos 22 anos, ele fez história ao se tornar o deputado federal mais jovem eleito no Brasil. Embora tenha sido reeleito em 2018, abandonou o mandato dois anos depois para tentar a prefeitura de Porto Seguro.
Nos anos seguintes, Uldurico tentou retornar à Câmara Federal em 2022 e disputou a prefeitura de Teixeira de Freitas em 2024, mas não obteve sucesso em nenhuma das candidaturas.
A defesa de Uldurico Júnior manifestou-se afirmando que os mandados de busca e apreensão foram recebidos com surpresa. A nota enfatiza que o ex-deputado nega qualquer irregularidade e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
Quanto à suposta paternidade, a defesa informou que não teve acesso ao laudo mencionado pela ex-diretora e já solicitou a realização de um novo teste de DNA em um laboratório de confiança do político.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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