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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
Uma pesquisa preliminar revelou que pessoas que consomem mais de 25% de suas calorias diárias após as 21h, em situações de estresse, possuem uma probabilidade até 2,5 vezes maior de apresentar hábitos intestinais anormais, como constipação ou diarreia. O estudo indica que a alimentação noturna, por si só, não afetou a função intestinal, sugerindo que o risco reside na combinação entre o estresse fisiológico crônico e o horário das refeições.
A análise, apresentada na Digestive Disease Week, envolveu dados de mais de 15 mil participantes de bases como a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) e o Projeto American Gut. Os resultados mostraram que tanto o hábito de comer tarde quanto altos níveis de estresse estão associados a uma menor diversidade de bactérias no microbioma intestinal, o que pode dificultar a recuperação do organismo diante de perturbações.
Especialistas ressaltam que o estudo é observacional e ainda não passou por revisão por pares, não comprovando causalidade. Fatores como a qualidade dos alimentos — especialmente o consumo de ultraprocessados — e o uso de medicamentos não foram detalhados, servindo a pesquisa, portanto, como geradora de hipóteses para investigações futuras.
Como recomendação geral para a saúde digestiva, médicos sugerem evitar a alimentação nas três a quatro horas que antecedem o sono. Caso seja necessário comer à noite, a orientação é optar por porções pequenas e evitar alimentos gordurosos, priorizando frutas, vegetais e carboidratos complexos para facilitar a digestão.
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