Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O presidente chinês, Xi Jinping, busca recuperar influência sobre a Coreia do Norte em um momento de crescente instabilidade regional. A China visa manter a estabilidade em sua fronteira e preservar sua posição estratégica, evitando ser arrastada por crises ligadas às ambições nucleares de Pyongyang.
A principal preocupação de Pequim é a aproximação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia. A assinatura de um pacto de defesa mútua, o envio de soldados norte-coreanos para a Ucrânia e o fornecimento de munições em troca de petróleo alarmaram a China, que teme que a Rússia se torne a principal força de influência sobre o líder Kim Jong-un.
O governo chinês adota uma postura contraditória: embora a aliança entre Pyongyang e Moscou desvie a atenção dos Estados Unidos, ela pode provocar uma resposta militar mais robusta de Washington, Tóquio e Seul. Por isso, a China evita apoiar abertamente o programa nuclear norte-coreano, mas também evita sanções severas para não empurrar o aliado para os braços de Vladimir Putin.
No campo econômico, a China utiliza a dependência financeira da Coreia do Norte como ferramenta de pressão, com exportações que atingiram US$ 2,3 bilhões no ano passado e a retomada do serviço ferroviário entre as capitais. Para Kim Jong-un, a manutenção do vínculo com Pequim é uma escolha pragmática para evitar a dependência exclusiva de um parceiro russo isolado internacionalmente.
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