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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Choque de Agendas no Maior Organismo MundialDurante a Assembleia G...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Durante a Assembleia Geral da ONU, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump apresentaram visões e prioridades geopolíticas totalmente distintas, com discursos marcados pelo contexto de eleições iminentes em ambos os países. Enquanto Lula direcionou recados ao colega norte-americano sem citá-lo nominalmente, o Brasil acabou sendo ignorado por Trump em sua fala.
Em seu pronunciamento, Lula enfatizou a soberania, o multilateralismo, o combate às mudanças climáticas e a necessidade de regulação global para big techs e inteligência artificial. O líder brasileiro também criticou a falta de credibilidade da ONU e o imobilismo do Conselho de Segurança frente aos conflitos atuais, ressaltando internamente que não cederá a pressões sobre o Pix e que as eleições no Brasil representam uma escolha entre democracia e negacionismo.
Por sua vez, Donald Trump iniciou sua participação destacando realizações internas e propôs rebatizar a Inteligência Artificial para "Super Inteligência" (SI), criticando sua desaceleração. No cenário externo, o líder dos EUA classificou Cuba como um Estado falido, defendeu a operação militar que depôs Nicolás Maduro na Venezuela — confirmando que parte da receita do petróleo venezuelano será destinada aos americanos — e ameaçou aniquilar o Irã.
Apesar de seguirem trajetórias opostas em conteúdo e abordagem, ambos os chefes de Estado utilizaram a tribuna da ONU com tom e linguagem típicos de campanha eleitoral, seguindo roteiros voltados para o consumo de seus respectivos públicos internos às vésperas dos pleitos nacionais.