Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Cerca de 25,7% dos adultos brasileiros enfrentam a obesidade, mas o acesso a tecnologias modernas, como as canetas emagrecedoras, é restringido pela desigualdade social. Um levantamento da NielsenIQ Brasil indica que esses medicamentos estão presentes em apenas 5% dos lares, impactando significativamente o orçamento mensal de 84% desses usuários.
Atualmente, não há canetas emagrecedoras disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Embora o Ministério da Saúde afirme estar empenhado em alterar esse cenário, o alto custo dos medicamentos empurra parte da população para o mercado ilegal, prática condenada pela Anvisa devido à ausência de garantias sobre a pureza e a segurança dos produtos.
A queda da patente da semaglutida possibilitou a fabricação de versões brasileiras, como a Ozivy, e a aprovação de cinco novos registros pela Anvisa, o que pode reduzir os custos em até R$ 1 mil mensais para alguns tratamentos. Em contrapartida, a tirzepatida, medicamento mais moderno, segue com valores elevados, variando entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil por mês.
Especialistas ressaltam que a obesidade está ligada a fatores socioeconômicos e que o uso de medicamentos deve ser acompanhado por suporte nutricional e atividade física. A inacessibilidade financeira dessas tecnologias para as populações mais vulneráveis acaba reforçando estigmas sociais e dificultando a melhora da qualidade de vida de quem realmente possui indicação terapêutica.
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