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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Eleições e Infraestrutura TecnológicaA corrida para ampliar a infr...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
A corrida para ampliar a infraestrutura voltada à inteligência artificial (IA) tornou-se um ponto de convergência entre os principais candidatos à Presidência da República. Nomes como Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury incluem em suas propostas o incentivo à instalação de supercomputadores, computação em nuvem e data centers, embora divergem sobre o papel do Estado, a atração de capital estrangeiro e as exigências ambientais.
Enquanto propostas alinhadas à direita priorizam a atração de investimentos privados com energia barata e renovável, o atual governo e outros candidatos defendem maior controle estatal, soberania digital e contrapartidas locais. No Legislativo, o Senado aprovou recentemente o Redata, um regime especial de tributação que concede bilhões em incentivos fiscais para o setor, prevendo isenções que podem alcançar R$ 5,2 bilhões em 2026.
Especialistas e representantes de organizações alertam, no entanto, que a simples instalação de grandes centros de dados não garante soberania tecnológica. O pesquisador Luca Belli aponta o risco de o Brasil atuar apenas como um fornecedor de recursos naturais e energéticos para processar IA estrangeira, sem uma transferência tecnológica efetiva. Além disso, entidades como o Idec e o Lapin destacam os impactos ambientais e sociais dessas estruturas, que exigem alto consumo de energia e água, geram ruídos e enfrentam críticas quanto à transparência e ao licenciamento ambiental.
No cenário internacional, o Brasil adota uma postura de 'país-ponte' na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. O governo federal formalizou a entrada na Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), criada em Xangai, mantendo o diálogo com diferentes fóruns globais sem alinhamento automático, enquanto especialistas reforçam a necessidade de o país diversificar suas dependências e construir alternativas tecnológicas nacionais.
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