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Sol Sertão Online
Colunista
A Justiça da Itália acolheu dois pedidos de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, aproximando a parlamentar de um possível retorno ao Brasil para responder a processos criminais. Embora as decisões sejam favoráveis ao governo brasileiro, a volta de Zambelli ao país não ocorre de forma automática.
A primeira autorização da Corte de Apelação da Itália aconteceu em março, referente ao caso de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já a segunda decisão, proferida nesta quinta-feira (16), diz respeito a condenações por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
A defesa da ex-deputada já manifestou a intenção de recorrer imediatamente ao Supremo Tribunal de Cassação. Após a análise de todos os recursos, a decisão final sobre a extradição caberá ao Ministério da Justiça da Itália, que avaliará os elementos técnicos e possíveis pressões políticas ou diplomáticas.
Zambelli possui cidadania italiana, condição que torna a extradição facultativa, mas não proibida, conforme o tratado bilateral firmado entre Brasil e Itália em 1993. O acordo prevê a obrigação recíproca de extradição para julgamento ou cumprimento de pena, desde que respeitado o devido processo legal.
Juristas apontam que, como as cortes italianas já reconheceram que os crimes são passíveis de extradição, há uma probabilidade elevada de que o Poder Executivo italiano siga a tendência do Judiciário e autorize a entrega da ex-parlamentar ao Brasil.
Considerada foragida da Justiça brasileira após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF), Carla Zambelli deixou o Brasil em maio do ano passado, utilizando a fronteira com a Argentina e passando pelos Estados Unidos antes de se deslocar para a Europa.
A ex-deputada foi presa em Roma no dia 29 de julho de 2025 e permanece detida por ser considerada um risco de fuga. O pedido de extradição foi formalizado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos no STF.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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