%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2024%2F8%2Fy%2FghSk5VS72BljvxRXypeA%2F2024-06-24t163916z-1-lynxmpek5n0m4-rtroptp-4-umg-results.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
O fundo de investimento Pershing Square, liderado pelo bilionário Bill Ackman, apresentou uma proposta de fusão com a Universal Music Group (UMG), a maior gravadora do mundo. A oferta, que combina pagamento em dinheiro e ações, avalia a UMG em aproximadamente 30,40 euros por ação, um valor 78% superior ao fechamento anterior de 17,10 euros. O acordo, se concretizado, seria estimado em cerca de 55,75 bilhões de euros (US$ 64,31 bilhões).
Atualmente, a Pershing Square detém 4,7% da UMG, sendo a quarta maior acionista da companhia. A proposta prevê a fusão da UMG com a SPARC Holdings, uma entidade ligada à gestora, resultando na formação de uma nova empresa registrada nos Estados Unidos e com ações negociadas na Bolsa de Nova York. Essa mudança visa atrair mais investidores e potencializar o valor de mercado da gigante da indústria musical.
Após o anúncio, as ações da Universal Music Group, listadas em Amsterdã, registraram uma alta de aproximadamente 13%. Os papéis de sua maior acionista, o Bolloré Group, avançaram 6%.
Esta nova proposta surge após a Universal Music Group adiar, no mês passado, seus planos de abertura de capital nos Estados Unidos, o que levou ao cancelamento de um acordo anterior com a Pershing Square. Em carta ao conselho da UMG, Bill Ackman elogiou a gestão da empresa, mas ressaltou o desempenho discreto de suas ações desde a estreia na bolsa em 2021.
A expectativa é que Michael Ovitz, ex-presidente da Walt Disney Company, assuma a presidência do conselho da nova companhia. Caso aprovado, os acionistas da UMG receberão 9,4 bilhões de euros em dinheiro, além de ações da nova empresa. Os fundos para o pagamento em dinheiro provirão de recursos próprios da Pershing, empréstimos e parte de sua participação no Spotify, com a expectativa de conclusão da operação até o final do ano.
A Universal Music Group estreou na bolsa em setembro de 2021, na Euronext, em Amsterdã, por meio de um desmembramento da Vivendi. Embora tenha tido um forte início impulsionado pelo crescimento do streaming, suas ações apresentaram valorização mais modesta e instabilidade nos anos subsequentes.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...