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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, conseguiram editar o DNA de embriões humanos em estágio inicial com precisão inédita. O estudo, publicado como pré-print, focou na correção de genes ligados a doenças cardíacas relacionadas ao colesterol e enfermidades do sangue, como a anemia falciforme, indicando um caminho viável para corrigir mutações hereditárias antes do nascimento.
A inovação reside no uso dos Editores de Base (ABE), que diferem do sistema CRISPR/Cas9 tradicional. Enquanto a técnica anterior realizava cortes na dupla hélice do DNA — o que poderia causar a perda de cromossomos —, a nova abordagem funciona como um "corretivo de precisão", trocando apenas uma única letra do código genético sem romper a estrutura molecular.
Para a análise, foram utilizadas amostras de 40 embriões para o gene PCSK9 e 17 para o HBG1/2, todos doados por clínicas de fertilidade. A correção do PCSK9, especificamente, visa reduzir riscos de doenças cardíacas hereditárias, que figuram entre as principais causas de morte no Brasil, enquanto a edição do HBG1/2 beneficiaria milhares de pacientes com anemia falciforme.
Apesar do sucesso técnico, a pesquisa ainda necessita de validações e revisão formal por outros cientistas. O avanço gera um embate bioético: se, por um lado, possibilita a erradicação de doenças graves, por outro, abre a possibilidade teórica de seleção de características físicas, limite que a maioria da comunidade científica defende que não seja ultrapassado.
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