Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Clara Souza, estudante de Direito da Universidade Estadual Vale do Acaraú, em Sobral (CE), teve sua monografia viralizada em redes sociais como Instagram, TikTok e X. O título do trabalho, "Antes Elize do que Eliza", gerou polêmicas e acusações prematuras de apologia ao crime por parte de internautas que não leram a obra completa.
Com mais de 130 páginas, a pesquisa investiga a "escandalização midiática" do processo penal. A autora defende que a complexidade jurídica e as garantias fundamentais, como a presunção de inocência, acabam perdendo espaço para narrativas simplistas de "heróis e vilões" e espetáculos de entretenimento promovidos por parte da imprensa e perfis digitais.
O estudo utiliza referências de teóricos como Guy Debord e Heleieth Saffioti para analisar a sociedade do espetáculo e a violência estrutural do patriarcado. No texto, Clara compara a exposição das trajetórias da vítima e da ré, evidenciando como ambas foram impactadas por esses fenômenos sociais.
Aprovado com nota máxima, o TCC recebeu sugestões da banca examinadora para ser transformado em um projeto de mestrado. Atualmente, a autora atua na assessoria jurídica da Defensoria Pública do Ceará, especificamente no núcleo de enfrentamento à violência doméstica.
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