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Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1 Pop & Arte.
O cantor Nattan admitiu que o consumo de bebidas alcoólicas comprometeu sua performance em um show recente em Maracanaú, no Ceará, levando-o a repetir músicas diversas vezes. O artista reconheceu a falha e prometeu entregar ao público uma nova apresentação dentro dos padrões de qualidade habituais.
O episódio reacendeu o debate sobre a prática nos bastidores, com relatos de outros nomes da música. Murilo Huff e João Gomes reduziram o consumo por influência profissional e questões de saúde, respectivamente, enquanto Zé Neto revelou ter utilizado álcool e remédios para enfrentar crises de depressão e síndrome do pânico antes de um afastamento em 2024.
Especialistas alertam que a tentativa de gerar conexão com o público através da bebida pode mascarar problemas graves. De acordo com a fonoaudióloga Thays Vaiano, o álcool provoca desidratação das cordas vocais, perda de coordenação motora, redução da percepção de esforço e refluxo ácido, fatores que podem resultar em lesões e a necessidade de intervenções cirúrgicas.
Além dos danos físicos, profissionais de saúde advertem sobre o risco de dependência, configurada quando o artista necessita da substância para exercer sua profissão. Apesar do hábito histórico no meio musical, nota-se atualmente uma tendência de maior consciência entre jovens cantores em busca de saúde e longevidade vocal.
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